quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O clamor da alma caída e a resposta do Salvador

 

Pastor Mário Alberto Ceasar - Presidente da igreja Assembleia de deus em Atalanta sc.

Lucas 18:35-42 E aconteceu que chegando ele perto de Jericó, estava um cego assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. E disseram-lhe que Jesus Nazareno passava. Então clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim. E os que iam passando repreendiam-no para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Então Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.


1. O Cenário: À beira do caminho (v.35)

Um homem cego, mendigo, à margem da sociedade.

Representa a humanidade caída: sem visão espiritual, sem direção, dependente da misericórdia alheia.

A beira do caminho é lugar de passagem — ele vê pobres e ricos passarem, mas continua invisível para todos, exceto para Jesus.

voçe ja esteve ou está a beira do caminho?Jesus disse:eu sou o caminho a verdade e a vida!

 

2. O Clamor: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (v.38)

Bartimeu não pede ouro, pão ou posição — ele pede misericórdia, a maior necessidade humana.

Isso revela uma percepção espiritual rara: ele não busca o que o mundo oferece, mas aquilo que só o céu pode conceder.

Em contraste com os que buscam bens materiais, Bartimeu clama por aquilo que é eterno.

Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Colossenses 2:3) — e Bartimeu, mesmo cego, enxerga isso com os olhos da fé.

Seu clamor é uma confissão: Jesus é o Messias, o Filho de Davi, e nele está a fonte da verdadeira riqueza.

Mesmo sendo repreendido, ele clama ainda mais alto — porque quem entende o valor da misericórdia não se cala diante da oportunidade de encontrá-la.

3. Jesus Para e Manda Chamá-lo (v.40)

A multidão tenta silenciar Bartimeu, mas Jesus para: O verbo aqui é carregado de significado: o Senhor interrompe sua jornada para atender ao clamor de um marginalizado.

Isso revela algo profundo: a iniciativa da salvação sempre partiu de Deus. Desde o Éden, é o Pai quem busca o homem.

Em meio ao caos social em Israel - Isaías 6, o profeta vê o Senhor exaltado e ouve a pergunta: “A quem enviarei?” — e é Deus quem toma a dianteira, quem chama, quem envia.

Bartimeu clama, sim, mas é Jesus quem para, ouve e chama. O clamor humano é importante, mas é a resposta divina que transforma.

Em Cristo, vemos o Pai agindo na história: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19).

A salvação não é fruto de mérito ou esforço, mas da iniciativa graciosa do Pai, que vê, escuta e intervém.

Jesus não apenas ouve Bartimeu — ele manda chamá-lo, como quem diz: “Este é o momento da graça, e eu sou o autor dela.”

 

4. A Transformação: “Recupera a vista; a tua fé te salvou” (v.42)

A cura física vem acompanhada da salvação espiritual.

Bartimeu não apenas vê, mas segue Jesus — a verdadeira visão leva ao discipulado.

A fé que clama é a fé que salva.

 

Aplicações

Todos nós, em algum momento, estávamos à beira do caminho, cegos e necessitados.

O clamor sincero move o coração de Deus.

Jesus ainda para e chama — Ele ouve os que o reconhecem como Senhor e Salvador.

A fé que reconhece a misericórdia de Cristo é a chave para a restauração.

 

domingo, 24 de agosto de 2025

O Escudo da Fé e a Defesa Espiritual

 

Pastor Mário Alberto Ceasar - Presidente da igreja Assembleia de deus em Atalanta sc.



1. O Escudo da Fé – Defesa contra os ataques do maligno

 Efésios 6:16  

 “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”


- Função do escudo:

 Defesa ativa contra dúvidas, tentações, acusações e medos.

- Flechas inflamadas: 

Pensamentos destrutivos, ataques espirituais, situações que abalam a confiança.

- Fé como resistência: 

Crer mesmo quando não se vê; confiar mesmo quando tudo parece contrário.

 Hebreus 11:1 – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.


2. A Proteção de Deus – Refúgio seguro

 Salmo 91:1-4  

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará…”

- Habitar no esconderijo: 

Intimidade com Deus, vida de oração e comunhão.

- Descanso sob a sombra: 

Segurança espiritual, emocional e física.

- Deus como escudo e broquel: 

Proteção completa — frontal e lateral.

 Provérbios 18:10 – “Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio.


3. Confusão entre os inimigos – Louvor como estratégia de guerra

 2 Crônicas 20:21-22   Josafá colocou adoradores à frente do exército, e quando começaram a louvar, Deus trouxe confusão entre os inimigos.

2 Crônicas 20:21,22Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando: "Dêem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre". Quando começaram a cantar e a entoar louvores, o Senhor preparou emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e dos montes de Seir que estavam invadindo Judá, e eles foram derrotados. 

- Adoração como arma:

 Louvor antecede a vitória.

- Confusão divina: 

Deus desestabiliza os planos do inimigo.

- Josafá confiou e adorou: 

Fé prática, mesmo diante da ameaça.

 Salmo 149:6-9 – “Estejam na sua boca os altos louvores de Deus, e espada de dois gumes nas suas mãos…”


4. A Segurança da Salvação em Cristo – O capacete que protege a mente

 Efésios 6:17  

- Capacete protege a mente: 

Contra dúvidas, confusão e engano.

- Salvação como certeza:

 Não é instável nem emocional — é uma obra consumada em Cristo.

- Identidade segura: 

O crente sabe quem é, para onde vai e quem o guarda.

 João 10:28-29 – “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.”  

 Romanos 8:38-39 – “Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”  

Filipenses 1:6 – “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus.”


 Conclusão:

- O escudo da fé apaga os ataques do inimigo.

- A proteção de Deus é real e acessível para quem habita nEle.

- O louvor gera confusão no campo adversário e abre caminho para a vitória.

- A salvação em Cristo é segura, eterna e protege nossa mente contra todo engano.


sábado, 23 de agosto de 2025

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro” – Salmos 51:10-11

 

 Pastor Mário Alberto Ceasar - Presidente da igreja Assembleia de deus em Atalanta sc.

Texto Base:

Salmos 51:10-11 “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.”

1. A Incapacidade Humana de Encobrir o Pecado

  • Davi tentou esconder seu pecado de adultério e assassinato, mas a culpa o consumia (cf. Salmo 32:3).

 

  • O pecado não pode ser encoberto diante de Deus; ele exige confissão e arrependimento.

 

  • A graça salvadora é nossa única esperança: não há solução humana para o problema do pecado.

2. A Coragem Profética de Natã

  • Natã confronta o rei Davi, arriscando sua própria vida ao desafiar o soberano.

 

  • Um verdadeiro profeta não teme homens, mas teme a Deus.

 

  • A coragem de Natã nos inspira a sermos instrumentos da verdade, mesmo diante de autoridades.

 3. A Sensibilidade Espiritual na Parábola

• Natã usa uma parábola para tocar o coração endurecido de Davi (2 Samuel 12).

 

• A história da ovelha roubada revela a habilidade do profeta em despertar consciência sem agressividade.

 

• A parábola é uma ferramenta divina para abrir os olhos do cego espiritual.

Exemplos de Parábolas de Jesus que Revelam Cegueira Espiritual:

  • O Filho Pródigo (Lucas 15): Jesus mostra como o pecador pode estar longe de casa, cego para o amor do Pai, até que a dor o leve ao arrependimento.

 

  • O irmão mais velho, por sua vez, representa a cegueira religiosa — incapaz de celebrar a graça.

 

  • O Bom Samaritano (Lucas 10): Jesus expõe a cegueira dos religiosos que ignoram o necessitado, enquanto o desprezado samaritano revela o verdadeiro amor. Uma parábola que confronta preconceitos e endurecimento espiritual.

 

  • A Figueira Estéril (Lucas 13:6-9): Jesus fala da paciência divina diante da esterilidade espiritual. A figueira representa o pecador que não dá frutos, mas ainda recebe tempo e cuidado para se arrepender.

 

  • O Rico e Lázaro (Lucas 16:19-31): Uma parábola que escancara a cegueira espiritual do rico, que vive em luxo ignorando o sofrimento ao seu lado — e só percebe a realidade quando já é tarde demais.

 

  • Assim como Natã, Jesus não apenas denuncia o pecado — Ele convida à reflexão, à introspecção e à transformação. Suas parábolas são espelhos que revelam o coração humano e janelas que apontam para a graça.

 

4. A Cegueira do Pecador – Quando o Julgador é o Transgressor

  • Davi, ao ouvir a parábola de Natã, condena o homem que roubou a única ovelha do pobre, sem perceber que ele próprio era o verdadeiro transgressor. 
  • Sua indignação revela como o pecado pode distorcer nossa percepção da realidade.

 

  • Essa cegueira espiritual é denunciada por Paulo em Romanos 2:1:“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.”

 

  • O pecado nos torna críticos dos outros, mas indulgentes conosco.

  •  Julgamos com dureza, mas escondemos nossas próprias falhas. 

  • É a hipocrisia espiritual que Paulo combate com firmeza.

 

  • A solução? Precisamos da luz do Espírito Santo para enxergar nossa verdadeira condição. Só Ele pode quebrar o engano do coração e nos conduzir ao arrependimento genuíno — como aconteceu com Davi após ser confrontado.

5. O Clamor de Davi

  • Davi não apenas reconhece seu pecado, mas clama por transformação: “Cria em mim um coração puro”.

 

  • Ele não pede uma reforma, mas uma criação nova — algo que só Deus pode fazer.

 

  • O arrependimento verdadeiro é acompanhado de um clamor sincero por mudança.

6. A Oração Sincera e o Desejo pela Presença

  • Davi implora: “Não retires de mim o teu Espírito Santo”.

 

  • Ele entende que sem o Espírito, não há vida, direção, nem comunhão com Deus.

 

  • A presença de Deus é mais valiosa que qualquer trono ou conquista.

7. A Alegria da Salvação

  • Davi deseja recuperar a alegria que o pecado roubou.

 

  • A salvação não é apenas livramento do juízo, mas restauração da comunhão e da paz interior.

 

  • A alegria da salvação é fruto da graça e da presença do Espírito.

8. Cristo: A Fonte da Verdadeira Alegria

  • Davi aponta profeticamente para Cristo, o único que pode criar em nós um coração puro.

 

  • Jesus é o cumprimento da graça que Davi ansiava.

 

  • Nele encontramos perdão, restauração e a alegria eterna da salvação.

Aplicação Final

  • Reconheça sua incapacidade de vencer o pecado sozinho.

 

 

  • Clame como Davi: por um coração novo, pela presença do Espírito, pela alegria da salvação.

 

  • Olhe para Cristo — Ele é a resposta, o Redentor, o Restaurador.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Perdendo a Bênção Mesmo Sendo Alvos da Promessa.

 

Pastor Mário Alberto Ceasar - Presidente da igreja Assembleia de deus em Atalanta se.

Números 14:22-24 E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a ira. Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança.

I. Introdução: A Promessa Não Garante a Posse

Deus havia prometido a terra aos filhos de Israel, mas muitos não a receberam.

A promessa é um convite à fidelidade, não uma garantia automática.

A geração que viu os milagres no Egito e no deserto perdeu a bênção por desobediência.

“...me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz...” (v.22)

 

II. No Portão da Terra Prometida: A Bênção Perdida

A. Eles viram a glória e os sinais

  • Testemunharam o poder de Deus: pragas, o mar vermelho, maná, coluna de fogo.

 

  • Foram alvos da promessa, mas não corresponderam com obediência.

B. A rebeldia no momento decisivo

  • Murmuração, incredulidade, desprezo à liderança de Moisés.

 

  • A terra estava diante deles, mas o coração estava longe de Deus.

C. A consequência

  • “Não verão a terra...” (v.23)
  • A bênção foi retirada no limiar da conquista.

III. Aplicação à Igreja de Cristo Hoje

A. Crentes que começam bem

  • São usados por Deus, cooperam, ajudam, veem milagres.

 

  • Tornam-se referência espiritual, mas...

B. O perigo da soberba e rebeldia

  • Se ensoberbecem, desprezam a autoridade pastoral.

 

  • Trocam submissão por protagonismo.

 

  • A bênção que estava próxima se afasta.

C. Exemplos bíblicos de abandono e fidelidade

Alexandre, o latoeiro

  • “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.” (2 Timóteo 4:14)
  • Um homem que resistiu à verdade, prejudicou o ministério de Paulo e se tornou símbolo de traição espiritual.

 

  • Representa aqueles que, mesmo tendo acesso à verdade, escolhem o caminho da oposição e da rebeldia.

Epafras, o fiel intercessor

  • “Saúda-vos Epafras... que está sempre lutando por vós em oração...” (Colossenses 4:12)
  • “Epafras... esteve doente e quase morreu por amor da obra de Cristo...” (Filipenses 2:25-30)

 

  • Um exemplo de lealdade, sacrifício e amor pela liderança e pela igreja.

 

  • Representa os que permanecem fiéis mesmo sob risco, sustentando seus líderes com oração e serviço.

Nota: A promessa continua, mas a posse depende da fidelidade.

 

IV. O Espírito de Calebe: Um Modelo de Fidelidade

A. “Porquanto nele houve outro espírito...” (v.24) qual Espirito?

  • Espírito de fé, lealdade, perseverança.

 

  • Calebe não se deixou contaminar pela incredulidade coletiva.

B. A recompensa

  • Ele entrou na terra e sua descendência a possuiu.

Qual exemplo de fé que estamos deixando aos nossos filhos?

 

  • Deus honra os que permanecem fiéis mesmo convivendo em dias difíceis, à rebeldia e imoralidades socias.

 

V. Josué e Calebe: Coragem, Integridade, Lealdade e Submissão

A. Coragem diante da oposição

  • “Subamos animosamente e possuamo-la em herança...” (Números 13:30)
  • Enfrentaram gigantes com fé, enquanto os demais recuaram com medo.

B. Integridade diante da pressão

  • “E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné... rasgaram as suas vestes” (Números 14:6)
  • Não se conformaram com a incredulidade do povo.

C. Lealdade à liderança e submissão a Deus

  • Nunca se rebelaram contra Moisés, mesmo quando o povo quis apedrejá-lo.
  • “Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nessa terra...” (Números 14:8)

D. Permaneceram firmes até o fim

  • Josué liderou a conquista da terra.

 

  • Calebe, aos 85 anos, ainda tinha vigor para batalhar (Josué 14:10-12).

 

VI. Conclusão: A Bênção é Para os Fiéis Até o Fim

  • Muitos começam bem, mas poucos terminam bem.

 

  • A bênção não é para os que apenas recebem promessas, mas para os que permanecem fiéis.

 

  • Josué e Calebe são exemplos de coragem, submissão e integridade que atravessaram gerações.

 

  • Que a Igreja de Cristo hoje aprenda com esses homens a valorizar a autoridade, a humildade e a perseverança.

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10)